quarta-feira, 9 de março de 2011

Escambo



“Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.”
                             (Renato Russo – Índios)

     Quem enquanto criança nunca trocou um brinquedo, uma borracha, um objeto simples por outro que julgara ter um maior valor? Valor este que poderia ser apenas pelo prazer da troca ou até mesmo por algum princípio econômico até então não revelado.
     Tal prática conhecida por muitos e ao mesmo tempo aprofundada por poucos leva-nos a um mundo de fatos históricos que servirão como exemplo para provar que o escambo não é de forma alguma uma prática que surgiu nos dias de hoje, nem no século passado, mas sim desde o inicio da humanidade.
     Por volta de 8.000 a.c, em pleno período neolítico o homem começava a por em pratica suas primeiras trocas, as pessoas trocavam seus excedentes agrícolas por arados e outros objetos, ou seja, um comércio baseado na troca de produtos.  
     Na Fenícia, cujo território corresponde ao Líbano atual e a parte da Síria, restringia-se a uma estreita faixa de terra localizada às margens do mediterrâneo. Teve inicialmente o escambo como principal meio de comércio, os mercadores desta região faziam troca de mercadorias.
     Dezenas de séculos depois, em 1500, os portugueses chegaram ao Brasil e aqui encontraram uma grande quantidade de uma árvore cuja madeira possuía uma pigmentação vermelha, que poderia ser utilizada para colorir tecidos, tal arvore recebeu o nome de pau-brasil.
     O escambo foi a forma utilizada para garantir o trabalho indígena na extração do pau-brasil.
    Como os índios não possuíam uma economia monetária, eles recebiam pelo trabalho espelhos, facas, canivetes, panelas, dentre outras ferramentas como foices e machados.

Dicionário

Escambo: Troca; Permuta; Câmbio.
Escambador: Aquele que escamba.
Escâmbio: O mesmo que escambo.
Escambar: Trocar; Cambiar.