quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Aquela flor

Tão perto e ao mesmo tempo tão longe...
Brinca, briga, entende e desentende.

As vezes tão parecida comigo.

Algumas flores são só carinhos...
outras possuem espinhos...
mas todas com sua pureza...

Como eu queria ter aquela flor para cheirar, tocar, pétala por pétala, sentindo sua doçura, sua calma...
Sentindo a cada toque uma nova sensação...
Sentindo a cada toque uma nova emoção...
Sentindo a cada toque o carinho que só aquela flor, quieta e muda pode me proporcionar.

Talvez a minha flor sinta-se ofendida, já que eu, ser rude e inquieto teimo em sentir medo, medo de deixar Suas pétalas se desfazerem, medo de que seu cheiro espalhe-se ao vento e me deixe apenas com sua Lembrança...

Encontro-me olhando pela janela, o vento sopra meus cabelos, o vento passa, o sol cai, o mundo gira, a Vida se desfaz, e aquela flor permanece em minha alma, mesmo nunca  tendo feito parte dela...
Aquele cheiro permanece em minha mente, mesmo tão poucas vezes tendo sentido tal aroma...
E aquela macies das pétalas em meus dedos continuam... 

E a vontade de cuidar, de amar, adorar e ter aquela flor para mim não sessa, não se desfaz, não some, não Me deixa... 
Por mas que sua felicidade esteja naquele jardim, por mais que seu lugar seja entre os Cravos, Bromélias,  Jacintos e Violetas...
Por mais que seu alimento seja o sol, a terra, a lua e o vento...
Por mais que doa ver que em meu jarro em pouco tempo murcharias... 
A vontade de cuidar, de amar, adorar e ter aquela flor para mim não sessa...


Flávia Costa

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